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LANÇAMENTO DO LIVRO MEMÓRIAS AFETIVAS
Nesta semana aconteceu o lançamento do livro Memórias Afetivas, uma coletânea de relatos autobiográficos escritos pelos alunos do 6º ano.
Foi um momento emocionante, que contou com a presença de mães e pais sessão de autógrafos e apresentação musical realizada por um aluno.
Vejam algumas fotos abaixo e também o texto de introdução ao livro escrito pelas professoras Jeanny e Francielle, idealizadoras do projeto.
Apresentação do livro
Quando lançamos o projeto Memórias Afetivas com os alunos do 6º ano tínhamos por objetivos não apenas trabalhar os aspectos linguísticos e gramaticais do gênero Relato Autobiográfico, mas também colocar as crianças em contato com experiências que foram significativas para elas. Isso porque acreditamos que a experiência é ponto de partida e de chegada da aprendizagem. É ela que possibilita tornar o conhecimento significativo, por meio das relações que desencadeia.
A memória é o lugar de referência para a experiência. Assim, lançamos o seguinte desafio aos alunos: “Busque na memória alguma experiência importante que tenha vivido, um acontecimento que tenha marcado sua vida e mudado alguma coisa em você. Pode ser um banho de mar, uma festa de aniversário, o primeiro dia no 6º ano, uma viagem... e registre por escrito o seu relato”. Desafio que eles aceitaram prontamente.
A escrita tem o poder de trazer de novo o que, devido à ação do tempo, ficou esquecido em algum lugar da memória. Recuperar o passado por meio da escrita requer um exercício presente e intencional de registrar hoje, o vivido e o pensado. Essa intencionalidade de registrar e escrever implica uma organização do pensamento, conserva e aponta sentidos e sensações que, reencontrados, nos tornam leitores de nós mesmos, mostrando quem éramos naquele tempo e lugar. Nesse processo, contracenam o individual e o coletivo, o antigo diante do novo e, ao apropriar-se do que ainda é desconhecido revelamos contrastes, semelhanças e diferenças, atribuindo novos significados e sentidos às experiências vividas.
Mas será que crianças de onze anos têm experiências significativas? Sim. Muitas. Esta coletânea é um exemplo disso. Talvez para o leitor sejam histórias banais do cotidiano, mas sem dúvida, foram importantes para as crianças. Alguns textos apresentam marcas de oralidade e um tom mais coloquial, características comuns ao gênero relato autobiográfico, a depender do contexto.
Para ajudar os alunos no processo de escrita de suas memórias, repertoriamos a turma com textos literários de diversos autores. Um deles foi Bartolomeu Campos de Queirós, escritor que valoriza as memórias da infância e que afirma:
“Memória a gente não rasga, não joga no lixo, não lava com sabão. Memória é sentinela, e nos
vigia sempre. A memória não vê, mas não tira o olho. Vai somando vida afora. Tudo que a
gente olha, ouve, toca, come, cheira, a memória não esquece. E, de repente, transborda mais
rápido que enchente. Coisas que a gente só imaginou, a memória guarda. E fatos que a gente
nem sabia que sabia rompem sem mais nem menos no pensamento”.
vigia sempre. A memória não vê, mas não tira o olho. Vai somando vida afora. Tudo que a
gente olha, ouve, toca, come, cheira, a memória não esquece. E, de repente, transborda mais
rápido que enchente. Coisas que a gente só imaginou, a memória guarda. E fatos que a gente
nem sabia que sabia rompem sem mais nem menos no pensamento”.
De fato, na memória só fica o que significa. Para nós, professoras, foi uma imensa satisfação ter tido contato com as memórias desses alunos. As histórias deles nos fizeram recordar nossa própria infância, bem como as alegrias, dúvidas e angústias que sentíamos nessa fase da vida. Terminamos o ano cheias de saudades, levando em nossa bagagem um pouquinho de todos, pois parafraseando o Pequeno Príncipe: somos feitos de pedaços de outros.
Sou um pouco de todos que conheci,
um pouco dos lugares que fui,
um pouco das saudades que deixei
e sou muito das coisas que gostei.
(O pequeno príncipe de Antoine de Saint-Exupéry)
Profa. Jeanny
Profa. Francielle






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