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Aprendizagem Cíclica
Você já ouviu falar em aprendizagem cíclica? Vamos usar um exemplo prático para explicá-la rapidamente: o ato de andar de bicicleta.
Há pessoas que começam a desenvolver essa habilidade aos 3 anos de idade, outras aos 5, algumas aos 15… e sabemos que não existe idade certa para dar início a esse ou qualquer outro tipo de aprendizado. Todavia, independentemente da faixa etária, a aprendizagem de uma determinada habilidade ou conteúdo geralmente acontece em etapas, que vão se sobrepondo e galgando, pouco a pouco, diferentes níveis de complexidade.
No exemplo, o primeiro desafio é livrar-se do apoio ou das rodinhas auxiliares. Assim que isso acontece, começamos a pedalar com tranquilidade. À medida que conseguimos nos equilibrar com segurança, arriscamos fazer curvas e aprimoramos o aprendizado inicial. Ou seja, ao acessarmos um conteúdo já conhecido, olhando-o sob novas perspectivas e com novos recursos pessoais, adquirimos níveis mais profundos de aprendizagem. É esse processo que caracteriza a aprendizagem cíclica, tão valorizada em nossa escola e demonstrada, entre outros eventos, na Stance Cultural Fair.
Nesse contexto, foi desenvolvida no Kinder 3 a sequência “Every drop counts”, uma proposta divertida e instigante criada pela professora Izabella Farah e sua equipe, sobre a importância da água para nossas vidas. As crianças brincaram de tomar banho, escovar os dentes, lavar objetos e, por meio dessas dramatizações, perceberam o quanto esse recurso é necessário em nosso dia a dia. Elas também foram estimuladas a pensar no caminho que a água percorre para chegar às nossas casas, ao brincar com canos e bolinhas.
Até mesmo os alunos do Ensino Fundamental foram atraídos pela proposta em questão. O cenário chamou a atenção de diferentes faixas etárias, incentivando os alunos a unir o raciocínio lógico ao pensamento investigativo, a fim de propor trilhas condutoras. Enquanto as crianças mais novas se envolveram com a brincadeira, criando caminhos por onde as bolinhas conseguiriam passar, percorrendo distâncias curtas ou longas, os alunos mais velhos buscaram construções mais elaboradas, tentando interferir, intencionalmente, na velocidade das bolinhas e no movimento de queda, ou fazer análises mais complexas, estabelecendo relações com as estratégias utilizadas pela SABESP para atender a demanda de uma grande metrópole como São Paulo.
Essa experiência deixa claro que qualquer conteúdo pode ser revisitado inúmeras vezes ao longo da vida escolar e, a cada momento em que isso acontece, lidamos com diferentes níveis de complexidade. Assim, através de projetos interessantes, com resolução de problemas de situações reais, torna-se possível alcançar níveis mais profundos de conhecimento de forma crítica e criativa.



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