Viagem ao PETAR e Comunidade Quilombola 7ano


No início de novembro (5 a 8), os alunos do 7º ano realizaram uma importante viagem para o Vale do Ribeira, no extremo sul de São Paulo, e estiveram mergulhados em uma realidade e uma paisagem completamente diferentes de tudo a que estão habituados em seu cotidiano. Lá conviveram com a Comunidade Quilombola de Ivaporunduva e conheceram o Petar – Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira, que tem a maior porção de Mata Atlântica preservada do Brasil e centenas de cavernas, e faz parte do complexo de reservas de Mata Atlântica do Sudeste, Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

Os preparativos tomaram as aulas de História, Geografia e Ciências nas duas semanas que antecederam a viagem. Havia muito conteúdo a ser discutido nas duas áreas: a importância das comunidades, o conceito e a história dos quilombos, o que é cultivo orgânico, como se formam as cavernas... Sem falar na ansiedade e nas incontáveis perguntas!

Nos primeiros dois dias, ficamos na Comunidade Quilombola de Ivaporunduva, que abriga cerca de 110 famílias de remanescentes de escravos e que é referência nacional em termos de organização social, econômica e política. Os alunos tiveram a oportunidade de ouvir lideranças, descobrir histórias e começar o trabalho de campo convivendo e participando de oficinas com os moradores. Mãos à obra! Culinária, cultivo orgânico, ervas, caça e pesca, artesanato, entre outros. Ouviram roda de viola, participaram do barreamento (técnica de construção de parede de pau a pique com barro amassado pelos pés) e ainda se divertiram nas águas de um braço do único rio não represado de São Paulo, o Ribeira do Iguape.

Os outros dois dias foram de encantamento pela beleza e pura emoção de entrar em uma caverna. Os estudantes aprenderam muito sobre formação de cavernas, tempo geológico e espeleotemas. Tiveram desafios constantes nas trilhas pela Mata Atlântica e por dentro das cavernas e a postura de companheirismo, respeito e solidariedade foi o grande aprendizado do grupo.

Sem dúvida esta viagem ficará gravada na memória de todos e os resultados em sala de aula já se refletem.


Opilião – aracnídeo de hábitos noturnos comum em cavernas e na Mata Atlântica


Roda com Moda de Viola – tradição do violão de 7 cordas


Barreamento – construindo a parede de pau a pique


Pausa para foto depois da guerrinha de barro


Preparando para entrar nas cavernas


Entrando na caverna Água Suja... que de suja só tem o nome


Atravessando o Rio Betary na Mata Atlântica


Observação de espeleotemas


Oficina de caça e pesca. Bodoque


Cozinhando e ouvindo histórias da comunidade

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